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Design (para o) Social

design social

O design​ por muito tempo tem revolucionado o campo projetual, seja ele de produtos ou visual, mas a cada dia a necessidade de personalizar e aproximar o trabalho do consumidor final aumenta, com isso, nós ​designers buscamos formas de entender o pensamento, necessidades e vontades do cliente para que cheguemos a um trabalho útil e funcional.

Há algum tempo a sociedade enfrenta problemas de segurança, crises financeiras, falta de suprimentos entre outros fatores que deram um ​start para que profissionais pudessem pensar não somente mais em suas atividades como algo comercial mas também social humanizando assim seus produtos ou serviços.

No design o trabalho na busca por resolver problemas é comum, mas isso acaba acontecendo de forma mecanizada pelo fato de na grande maioria das vezes o objetivo final seja lucrar através do resultado do trabalho. A proposta do design social é humanizar a atividade projetual, buscando diagnosticar os pontos de partida e a perspectiva de chegada associando os sonhos, necessidades, habilidades, recursos locais e a conexão entre pessoas, valorizando não somente o resultado mas integrando e aprimorando o processo em que se realiza.

Um novo olhar para públicos que não teriam relevância para o mercado tem ocorrido, tornando a atividade profissional não somente comercial mas como uma possibilidade de resolver problemas sociais.

O design social é empático, busca mais que informações de perfil do consumidor, mas vai a campo analisar a realidade, ouve histórias dos futuros usuários e muitas das vezes passa por imersão na cultura ou cotidiano do objeto de pesquisa, em sumo busca se fazer de igual para entender a necessidade. O design social também é consciente da realidade mundial não se baseando apenas em uma parcela da sociedade, porém, no todo que ela representa, nunca se esquecendo que:

  • 1,1 bilhões de pessoas no mundo não tem acesso à água potável.
  • Mais de 2 bilhões de pessoas no mundo não tem acesso à eletricidade.
  • Somente 10% da população mundial possui computador e apenas 4% têm acesso à internet.
  • No Brasil são produzidas, diariamente, cerca de 250 mil toneladas de lixo.
  • O número de pessoas que sofrem com a fome no mundo, entre 2011 e 2013, foi de 842 milhões.

O Human-centered Design ​(Design centrado no ser humano) trabalha de forma colaborativa, integrando equipes multidisciplinares, um exemplo é a atuação em ONGs,que pode reunir educadores, assistentes sociais, artistas,
psicólogos e administradores. Logo, começamos a olhar o design como uma forma de transformação de realidades.

Sobre o autor

Luis Filipi Amorim

Têm 20 anos, carioca, designer gráfico formado (UNIGRANRIO), atualmente trabalha como assistente de marketing. Seus principais interesses são em história do design brasileiro, design antropológico e design social. Pretender cursar o mestrado em design na ESDI (Escola Superior de Desenho Industrial), UERJ. Seu objetivo enquanto designer é mostrar que a atividade pode ir muito além daquilo que ela é atualmente.

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